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DARREN STAPLES / AFP
DARREN STAPLES / AFP

Tunísia decreta estado de emergência oito dias após ataque a turistas

Presidente diz que atentado em Sousse deixou o país em 'estado de guerra'

O Estado de S. Paulo

04 de julho de 2015 | 12h44

(Atualizada às 16h00) TÚNIS - O presidente da Tunísia,  Beji Caid Essebsi, decretou estado de emergência neste sábado, oito dias após um atirador matar 38 turistas estrangeiros, entre eles 30 britânicos, em um resort na cidade de Sousse. Ele declarou que o atentado deixou o país "em estado de guerra" e o decreto vigorará pelo menos durante 30 dias.

"Em razão do risco de terrorismo, o contexto regional, e a disseminação do terrorismo, declaramos estado de emergência", disse Essebsi em rede nacional. "A contínua ameaça que enfrentamos deixa o país em estado de guerra, onde usaremos todos os meios necessários", acrescentou.

"Como vimos em outros países, se um ataque como o de Sousse ocorrer novamente o país entrará em colapso", afirmou.

O estado de emergência significa que o governo pode suspender ou mudar algumas das funções do Executivo, do Legislativo ou do Judiciário. Inicialmente, o estado de emergência inicialmente incluiu um toque de recolher e proibição a reuniões com mais de três pessoas. Essebsi disse que "uma situação exepcional requer medidas execepcionais", no entanto ele prometeu respeitar a liberdade de expressão. O presidente 

O atirador foi morto pela polícia e o grupo Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo massacre, um golpe para a nascente democracia da Tunísia e a indústria do turismo. O atentado em Sousse levou milhares de turistas a cancelarem suas viagens, o que representou uma perda de US$ 500 para o setor, responsável por 7% da economia do país.

O governo tunisiano prometeu novas leis para aumentar o poder da polícia e dar penas mais duras para condenados por terrorismo. Imediatamente depois do ataque, o primeiro-ministro prometeu colocar guardas armados em locais turísticos e fechar mesquitas fora da área de controle do governo.

 

A Tunísia vem enfrentando desde a chamada Primavera Árabe um crescimento dos movimentos jihadistas, responsáveis pela morte de dezenas de policiais e soldados. 

Em março, 21 turistas estrangeiros foram mortos por atiradores no Museu do Bardo, em Túnis. As autorias desse ataque e o na praia em Sousse foram reivindicadas pelo Estado Islâmico.

O país já esteve sob estado de emergência entre janeiro de 2011 - quando começou o levante contra o autocrata Zine al-Abidine Ben Ali, que desencadeou a Primavera Árabe na região - até março de 2014. / Associated Press e France Presse

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