Tunísia dissolverá o governo islâmico após morte de político da oposição

Primeiro-ministro anuncia formação de governo de unidade nacional dominado por tecnocratas sem filiação partidária

AE, Agência Estado

06 de fevereiro de 2013 | 17h53

TÚNIS - O primeiro-ministro da Tunísia, Hamid Jebali, anunciou nesta quarta-feira, 6, a dissolução do gabinete ministerial e a formação de um governo de unidade nacional dominado por tecnocratas. A decisão foi anunciada horas depois do assassinato de Chokri Belaid, líder do partido opositor Democratas Patriotas.

Belaid foi assassinado hoje, quando saía de sua casa. Ele chegou a ser socorrido em um hospital nos arredores de Túnis, mas não resistiu aos ferimentos, disse seu irmão. Após a confirmação da morte de Belaid, manifestantes tomaram as ruas de Túnis.

Depois de dissolver o gabinete, Jebali disse que formará um governo de unidade nacional do qual farão parte tecnocratas sem filiação política. "Decidi formar um governo de tunisianos competentes, sem filiação política, cujo mandato será limitado a conduzir os assuntos do país até a realização de eleição o mais breve possível", disse Jebali em pronunciamento televisionado à nação.

Mais cedo, quatro partidos de oposição reunidos na chamada Frente Popular informaram que estão deixando a Assembleia Nacional e convocaram uma greve geral no país.

A decisão foi tomada durante uma reunião dos quatro grupos após a morte de Belaid, informou Nejib Chebbi, líder de uma das legendas, o Partido Republicano. Também decidiram deixar a Assembleia os partidos Chamado da Tunísia, Al-Massar e Democratas Patriotas, de Belaid. Familiares e partidários de Belaid acusam o partido governista Ennahda pela morte do opositor.

As informações são da Dow Jones e da Associated Press

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