Tunísia: Líder operacional de ataque a museu é morto, diz ministro

As forças de segurança da Tunísia dizimaram a liderança de um grupo jihadista tunisiano ligado ao braço norte-africano da Al-Qaeda, incluindo um homem identificado como o "chefe operacional" do ataque ao Museu Nacional Bardo, neste mês, afirmou o ministro do Interior do país, Najem Gharsalli, neste domingo. O ataque deixou 22 pessoas mortas, na sua maioria turistas estrangeiros.

Estadão Conteúdo

29 Março 2015 | 18h33

O argelino Khaled Ben Hamadi Chaieb, também conhecido como Lokman Abou Sakhr, comandou a parte operacional final do ataque ao museu em 18 de março, disse o ministro. Dois homens armados foram mortos no atentado. Dezenas de prisões foram feitas, incluindo cinco funcionários de segurança encarregados de vigiar o museu.

Dois outros argelinos estavam entre as nove pessoas mortas, ontem, pelas forças de segurança em Gafsa, cidade localizada perto da fronteira com a Argélia, afirmou o ministro acrescentando que a liderança da Brigada Okba Ignou Nafaa, que matou dezenas de soldados do governo, foi dizimada.

Gharsalli proclamou "o início da guerra contra o terrorismo" e revelou que a Tunísia tinha adquirido novo equipamento, "incluindo aviões não tripulados (drones)". O anúncio ocorre após dezenas de milhares de pessoas marcharem na Tunísia, acompanhadas por um punhado de líderes estrangeiros. Entre os presentes estavam o presidente francês, François Hollande, e primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi. As autoridades internacionais mostraram solidariedade à Tunísia, cuja nova e frágil democracia foi profundamente afetada pelo ataque ao museu.

O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque e não ficou claro quais relações a Brigada Okba Ibn Nafaa pode ter com o grupo terrorista, que tem se destacado no Iraque e na Síria por suas conquistas, decapitações horríveis e a propagação rápida de grupos que reivindicam a filiação na Líbia e em outros locais. A presença de argelinos na Okba Ibnou Nafaa, um grupo extremista da Tunísia, ressalta as ligações com a Al-Qaeda no Magrebe Islâmico, uma filial com sede na Argélia e que em 2012 assumiu o controle do norte do Mali. Fonte: Associated Press.

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