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Tunísia prende nove acusados de ligação direta com atentado

Pelo menos cinco suspeitos teriam conexão direta com o tiroteio; os outros quatro fariam parte de célula terrorista que apoiou o atentado

O Estado de S. Paulo

19 Março 2015 | 11h12

PARIS - A Tunísia prendeu cinco pessoas acusadas de ligação direta com o ataque de quarta-feira ao Museu Nacional de Bardo, que deixou 23 mortos, entre eles dois atiradores, informou a presidência nesta quinta-feira. 19. Outras quatro pessoas que fariam parte de uma célula terrorista que deu apoio ao atentado também foram detidas.

Mais cedo, autoridades haviam identificado os dois autores do ataque e afirmaram que nenhum deles tinha ligação com grupos terroristas. Os dois, que foram mortos pela polícia, são Yassine Laabidi e Hatem Khachnaoui.

Segundo o primeiro-ministro Habib Essid, Laabidi já havia despertado a atenção dos serviços de inteligência tunisianos. Os motivos do ataque ainda são investigados.

"Estamos aprofundando as investigações, mas não podemos confirmar se (os dois) pertenciam a uma ou outra organização terrorista", disse Essid.

Impactos. O primeiro-ministro se mostrou convencido que politicamente o país não será afetado pelo massacre, já que "todo mundo se solidariza e estamos na mesma posição", em alusão a todos os partidos políticos do arco parlamentar.

No entanto, reconheceu que o impacto econômico é "terrível", porque o ataque aconteceu exatamente no início da temporada turística e "vai agravar os problemas de um setor que já está debilitado".

Essid reivindicou mais cooperação internacional, principalmente na troca de informação de inteligência, o que poderia ajudar a prevenir novas ações terroristas no futuro. /AP e EFE

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