Tunísia quer investigação sobre morte de Arafat

A Tunísia convocou nesta quinta-feira uma reunião urgente da Liga Árabe para a realização de uma investigação sobre a morte do líder palestino Yasser Arafat, após suspeitas de que ele pode ter sido envenenado.

AE, Agência Estado

05 de julho de 2012 | 13h37

"Nós pedimos uma reunião urgente dos ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe e a criação de um comitê internacional para investigar as circunstância da morte" de Arafat, disse o chanceler tunisiano Rafik Abdessalem à emissora de rádio Mosaique FM.

Já o presidente palestino Mahmoud Abbas quer que o laboratório suíço, que informou ter encontrado altos níveis de Polônio-210 nas roupas usadas por Arafat antes de sua morte, forneça mais informações antes da exumação dos restos mortais do líder, segundo Nimr Hamad, auxiliar de Abbas.

O laboratório disse que a descoberta não prova que Arafat foi envenenado. Especialistas estão divididos sobre se a autópsia, pedida pela viúva de Arafat, pode esclarecer o mistério que cerca sua morte.

Abbas disse que estava disposto a exumar os restos mortais. Mas Hamad disse nesta quinta-feira que Abbas quer primeiro enviar especialistas à Europa para obter mais informações do laboratório suíço e do hospital militar onde Arafat morreu. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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