Stringer/Reuters
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Tunisiano preso na Itália afirma que se radicalizou, era leal ao Estado Islâmico e planejava ataques

Detido é suspeito de dirigir uma rede de tráfico que fornecia documentos falsos para ajudar imigrantes ilegais, principalmente norte-africanos e paquistaneses, a conseguir residência no país

O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2016 | 09h24

MILÃO - Procuradores italianos afirmam que um tunisiano preso nesta sexta-feira, 5, em uma emboscada para capturar imigrantes ilegais passou recentemente por um processo de autorradicalização, alegando lealdade ao grupo jihadista Estado Islâmico e celebrando ataques terroristas recentes. 

Policiais disseram em uma coletiva de imprensa que o suspeito - que vivia próximo a Nápoles - declarou sua intenção de realizar ataques na Itália, mas ainda não havia feito planos concretos.

Autoridades dizem que o suspeito de 41 anos comemorou o atentado em Nice, na Riviera Francesa, no dia 14 de julho, que deixou 85 mortos e mais de 400 pessoas feridas.

O tunisiano está entre as oito pessoas que foram presas após a investigação sobre uma rede de tráfico que fornecia documentos falsos para ajudar imigrantes ilegais, principalmente norte-africanos e paquistaneses, a conseguir residência na Itália.

A operação policial coincide com o aumento das expulsões de estrangeiros suspeitos de radicalização nas últimas semanas no país. "A intensa atividade de prevenção para reduzir ao máximo possível o nível de risco na Itália continua", afirmou na quinta-feira o ministro do Interior, Angelino Alfano. / Associated Press e AFP

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