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Turcos protestam contra "genocídio" no Iraque

Milhares de turcos protestaram em diversas cidades do país contra a ofensiva militar dos EUA na cidade iraquiana de Faluja, um dia depois de um destacado parlamentar ter acusado as tropas americanas de estarem cometendo "genocídio" no Iraque.O sentimento antiamericano se intensifica na Turquia, um país de maioria muçulmana, mas governo laico e que é um dos aliados mais próximos dos EUA na região. A revolta aumentou depois que um fuzileiro americano matou um iraquiano, ferido e desarmado, entro de uma mesquita de Faluja. O incidente de 13 de novembro foi filmado por um cinegrafista americano e divulgado em todo o mundo, inflamando paixões no mundo islâmico. Cerca de 1.500 fiéis gritaram slogans contra os EUA e queimaram bandeiras americanas e de Israel na saída da mesquita de Beyazit, de Istambul. Os manifestantes prometeram ajudar seus irmãos iraquianos e defenderam um boicote aos produtos americanos. Protestos semelhantes foram realizados em sete outras cidades, entre elas Ancara. Na quinta-feira, Mehmet Elkatmis, um deputado governista, presidente da Comissão Parlamentar dos Direitos Humanos, acusou os EUA de estarem cometendo "genocídio" no Iraque. "A ocupação do Iraque transformou-se no genocídio do povo iraquiano", denunciou. "Não existe exemplo de tal violência e genocídio na história... É pior do que nos tempos de Hitler e de Mussolini".

Agencia Estado,

26 de novembro de 2004 | 14h50

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