Turcos votam em eleições parlamentares

A Turquia realizou hoje eleições parlamentares, em que o partido governista busca o terceiro mandato, com o objetivo de avançar nas conquistas econômicas e diplomáticas dos últimos anos, assim como adotar uma nova Constituição para tornar o país mais democrático.

AE, Agência Estado

12 de junho de 2011 | 12h09

Um total de 15 partidos e 200 candidatos independentes disputam 550 assentos para mandatos de quatro anos no Parlamento, sendo que as pesquisas realizadas até agora indicam que o Partido da Justiça e Desenvolvimento, do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, deve conseguir nova vitória.

Cerca de 50 milhões de turcos, ou dois terços da população, podem votar. As últimas urnas fecharam às 17h (11h, no horário de Brasília) na região oeste da Turquia. Os resultados só podem ser divulgados a partir das 21h (15h de Brasília).

Pela primeira vez, os eleitores colocaram seus votos em caixas plásticas transparentes em que os envelopes amarelos podiam ser vistos. A medida foi tomada para impedir qualquer alegação de fraude. Em eleições passadas, caixas de madeira foram usadas.

"Nós falamos, e agora é a hora de o povo falar", disse o primeiro-ministro Erdogan em Istambul. "Para nós, essa será a decisão mais honrosa e que terá que ser respeitada. Até onde eu sei, o processo de eleição está acontecendo em todo o país sem problemas."

A agência de notícias Anatolia divulgou depois que a polícia prendeu 34 pessoas na província de Batman por supostamente tentarem convencer as pessoas a voltar pelo Partido da Paz e Democracia, um partido curdo acusado por autoridades de ligações com os rebeldes curdos.

Erdogan prometeu que uma nova Constituição incluirá "direitos e liberdades básicos", substituindo uma Constituição implementada sob a tutela do Exército em 1982. Entretanto, ele forneceu poucos detalhes sobre isso.

O governo tem raízes islâmicas, fonte de suspeitas entre círculos seculares que já dominaram a Turquia e temem que Erdogan busque impor a religião à sociedade. As informações são da Associated Press.

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