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Turismo por favelas em Jacarta causa polêmica

Muitos moradores não se importam, mas ativistas veem atividade como exploração de desgraça alheia

BBC Brasil, BBC

13 de julho de 2012 | 07h48

JAKARTA - Cerca de 160 mil turistas visitam todos os meses a capital da Indonésia. O destino da maioria é região central.

Mas, não muito longe dali, turistas estão pagando US$ 53 (R$ 106) para conhecer um lado diferente de Jacarta: o das favelas.

Em passeios guiados pela favela, os turistas podem experimentar formas alternativas de transporte e também conversar com os moradores.

Muitos deles não se importam com a presença dos visitantes.

Metade da taxa cobrada pelo passeio é destinada a ajudar os habitantes da favela. Mas, críticos da iniciativa dizem que os passeios denigrem os moradores e exploram sua pobreza.

"Isso é degradante para os pobres porque os exibe como animais em um zoológico. As pessoas pagam uma taxa e assistem eles viverem", diz a ativista Wardah Hafidz.

Já o organizador dos grupos, Ronny Poluan, diz que o objetivo dos passeios é ajudar as pessoas e fazer com que elas conheçam umas às outras.

O passeio pela favela é só uma pequena amostra da realidade de ano menos 12% dos moradores de Jacarta, que vivem na pobreza e têm acesso restrito à saúde e à educação.

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