Turistas de cruzeiro vão para hotéis após pane em navio

Passageiros do Costa Romântica foram hospedados em Punta del Este, Piriapólis e Montevidéu

Efe, Associated Press e Agência Estado,

27 de fevereiro de 2009 | 15h25

Os passageiros do cruzeiro italiano Costa Romântica, que sofreu um pequeno incêndio e ficou ancorado na costa do Uruguai, foram alojados em hotéis de Punta del Este, de Piriapólis e também de Montevidéu nesta sexta-feira, 27. A retirada dos 1.429 passageiros foi concluída durante a madrugada - destes, 338 são brasileiros. O grupo agora esperava transporte para Buenos Aires. Veja também: Após pane, passageiros desembarcam de navio no Uruguai "O cruzeiro pôde chegar por seus próprios meios à baía (de Punta del Este), onde agora está ancorado, enquanto se realizam todos os estudos da origem do incêndio que afetou dois dos três geradores", disse o guarda-marinha Agustín Agius, da Prefeitura Marítima do balneário. Segudo as autoridades navais de Maldonado, departamento ao qual pertence Punta del Este, a maquinaria de propulsão do cruzeiro ficou sem energia e foi preciso realizar os trabalhos de conserto mar adentro.   A embarcação tinha ficado ancorada a cerca de 10 km do litoral de Punta del Este quando aconteceu a avaria e, depois do conserto dos geradores, o navio foi manobrado para Punta del Este, a cerca de 140 quilômetros de Montevidéu. Ninguém ficou ferido. O cruzeiro procedia do Rio e seguia para Buenos Aires quando houve o problema. A empresa Costa Cruzeiros, responsável pela embarcação, reconheceu que houve cenas de nervosismo a bordo entre os passageiros, por isso o desembarque foi feito junto com grande parte dos tripulantes.    Direitos dos brasileiros   De propriedade da companhia italiana Costa Crociere S.p.A., o navio foi construído pelo estaleiro Veneza Fincatieri em 1993. Reformado em 2003, tem capacidade para 1.680 passageiros e 590 tripulantes. O fato de ter bandeira italiana e de estar em águas uruguaias não tira direitos dos brasileiros. "O que vale é a lei do país onde a obrigação entre empresa e cliente se constituiu, onde o pacote foi adquirido", disse o diretor de Atendimento do Procon, Evandro Zuliani.   Entre os direitos está o reembolso em espécie (uma nova viagem, por exemplo) ou dinheiro, proporcional aos dias em que o navio ficou parado. Segundo Zuliani, os passageiros que se sentirem lesados também podem pedir a restituição de despesas ou indenização por danos morais. Em nota, a Costa Cruzeiros informou que oferecerá reembolso equivalente a dois dias do cruzeiro e um crédito de 20% sobre o preço pago para ser utilizado futuramente em cruzeiros. "A empresa pode fazer sua oferta, mas é o cliente quem dá a palavra final", disse Zuliani.   (Com Adriana Carranca, de O Estado de S.Paulo)

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