Turistas europeus reféns são libertados no Egito

Os 11 estrangeiros e oito egípcios foram seqüestrados durante safári na região da fronteira com Sudão e Líbia

Agências internacionais,

29 de setembro de 2008 | 07h29

Onze turistas europeus e oito cidadãos egípcios que foram seqüestrados no Egito no dia 19 de setembro foram libertados, informou nesta segunda-feira, 29, a agência oficial de notícias Mena. Os cinco alemães, cinco italianos e uma romena, além de oito egípcios, estariam bem de saúde e a caminho da capital do país, o Cairo. Eles desapareceram durante um safári em uma região remota do sul do Egito e foram levados para o Sudão e depois para Líbia.   Segundo a BBC, no domingo, o governo sudanês havia afirmado que o Exército do país matou seis dos seqüestradores depois de uma perseguição em uma região remota de deserto perto da fronteira com a Líbia. Outros dois suspeitos foram presos, mas os turistas ainda estavam sendo mantidos em cativeiro, guardados por outros integrantes do grupo.   O líder do grupo teria sido morto e dois suspeitos de envolvimento teriam sido capturados após a batalha do domingo. As autoridades sudanesas afirmaram que o grupo seqüestrado, inicialmente levado do Egito para o Sudão, estaria no Chade. O Sudão disse ainda que o grupo teria ligações com grupos rebeldes da região sudanesa de Darfur, mas as lideranças dos principais grupos que atuam na região negaram a alegação.   Os negociadores estavam se comunicando com o grupo por meio de telefones via satélite. Os seqüestradores tinham exigido um resgate de US$ 6 milhões. As autoridades egípcias afirmam que o resgate não foi pago. O ministro do Exterior italiano, Franco Frattini, elogiou a operação de resgate, afirmando que foi realizada com "grande profissionalismo".   Os turistas foram capturados nas imediações do planalto de Gilf al-Kebir, próximo da fronteira tríplice entre Egito, Líbia e Sudão. A região de Gilf al-Kebir é famosa por suas pinturas rupestres (pré-históricas) e por suas formações rochosas. Seqüestros envolvendo turistas são bastante raros no Egito, embora tenham ocorrido ataques nos últimos anos.

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