Turistas são mais frequentes, mas há série de restrições

Cenário: Cláudia Trevisan

O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2012 | 03h01

A Coreia do Norte é a economia mais fechada do mundo, mas euros, dólares e o yuan chinês são a moeda oficial dos locais frequentados por estrangeiros, que não podem adquirir o won norte-coreano. A segregação monetária é uma maneira de preservar a separação real entre a população e os visitantes.

Não são apenas os jornalistas que estão submetidos a um controle extremo. Os cada vez mais frequentes turistas são acompanhados o tempo todo por guias locais e não podem ir onde quiserem. Há lugares "permitidos", nos quais a interação com os norte-coreanos é bastante improvável.

É proibido sair do hotel sem o guia, há regras estritas sobre o que pode ser fotografado e lentes superiores a 150 mm são vetadas. Fotos de soldados, de pobreza e closes de pessoas fazem parte da lista de proibições.

O roteiro também é definido pelas autoridades norte-coreanas e inclui expressões de respeito aos líderes do país. Os turistas devem se curvar diante da estátua de 20 metros de altura de Kim Il-sung e em outras ocasiões nas quais se exige manifestação de reverência aos integrantes da família Kim, que há três gerações governa a potência nuclear.

Apesar das restrições, cada vez mais turistas visitam a Coreia do Norte. A Koryo Tours, com sede em Pequim, levou no ano passado 1.500 ocidentais à Coreia do Norte. Quando começou a operar esse roteiro, em 1993, foram apenas 12. Segundo seu fundador, Nick Bonner, também aumentou o número de lugares que os estrangeiros podem visitar.

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