Turistas sequestrados nas Filipinas

Os militares das Filipinas lançaram hoje uma intensa busca por ar e mar depois que pistoleiros encapuzados assaltaram ao amanhecer um luxuoso resort e fugiram num barco com cerca de 20 reféns, entre eles três turistas americanos. Os sequestradores rumaram para o sul - ou para a Ilha de Jolo, onde é baseado o grupo extremista islâmico Abu Sayyaf, que fez estrangeiros reféns no ano passado, ou em direção à Malásia, que ofereceu ajuda às Filipinas. Várias horas depois, o comandante militar Diomedio Villanueva disse que o grupo havia aparentemente sido avistado. Mas ao cair da noite, os aviões foram recolhidos devido à escuridão, e o governo não quis informar se sabia onde encontrava-se o grupo. A busca por mar continuava. Havia preocupações sobre a segurança dos reféns caso ocorresse confrontos, disse Rigoberto Tiglao, porta-voz da presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo. "A presidente condena este covarde ato criminoso de bandidos desesperados, cruéis", afirmou Tiglao. Prometendo não pagar resgate, ele disse que os atacantes aproveitaram o generalizado deslocamento da polícia e de tropas para conter a violência relacionada com as eleições de 14 de maio. Os resultados finais ainda não foram divulgados enquanto espera-se a contagem de partes isoladas do país. O sequestro ocorreu num resort das Ilhas Dos Palmas, na baía de Honda, na província de Palawan, cerca de 600 km a sudoeste de Manila. Oficiais militares disseram que duas dúzias de homens com máscaras de esqui dominaram visitantes e funcionários do resort numa ação que durou cerca de 15 minutos. Entre os turistas estariam 13 filipinos chineses, três americanos e pelo menos uma criança. Dois dos americanos foram identificados como Martin e Gracia Burnham, missionários de Wichita, Kansas, que vivem nas Filipinas desde 1986 e trabalhavam para a Missão Novas Tribos, afirmou Tim Grossman no escritório da missão em Manila. Ele haviam chegado ao resort no sábado.

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