Turk tem 2º lugar em boca-de-urna na Eslovênia

O presidente esloveno Danilo Turk, que tinha amplas expectativas de liderar o primeiro turno das eleições presidenciais neste domingo (11), ficou em segundo lugar por uma margem estreita, segundo pesquisas de boca-de-urna. Turk recebeu 37,2% dos votos, atrás do ex-primeiro-ministro Borut Pahor, que ficou com a preferência de 41,9% dos eleitores. O terceiro lugar, Milan Zver, recebeu 20,9% dos votos, segundo pesquisa de boca de urna realizada TV Pop.

AE, Agência Estado

11 de novembro de 2012 | 17h29

Se os resultados forem confirmados,Turk e Pahor se enfrentarão no segundo turno, no dia 2 de dezembro.

As eleições ocorrem em um momento que a ex-república iugoslava, uma novata que se juntou à União Europeia em 2004, enfrenta uma das recessões mais profundas da zona do euro. Grandes volumes de empréstimos ruins em bancos locais vem gerando temores de que o país, de dois milhões de habitantes, possa se tornar a mais recente nação entre os 17 membros da união monetária a precisar de um resgate.

As notas de crédito da Eslovênia foram rebaixadas pelas agências de classificação de risco, principalmente por causa dos bancos, e os yields da dívida soberana do país dispararam para 7%, um nível considerado insustentável no longo prazo sem ajuda externa. O desemprego no país entre pessoas em torno dos 21 anos de idade está batendo níveis recordes e os sindicatos planejam grandes protestos no próximo dia 17 de novembro contra os duros cortes de gastos do governo.

O presidente tem poucos poderes, mas, como chefe de Estado, pode tornar a vida difícil para o governo que procura implementar medidas duras de austeridade e reformas. Turk tem sido uma pedra no sapato do primeiro-ministro Janez Jansa. O candidato preferido de Jansa, Milan Zver, foi ministro de Estado e membro do Parlamento Europeu.

Jansa assumiu o cargo em fevereiro, após o colapso da administração Pahor no ano passado, e lançou uma série de medidas destinadas a equilibrar as finanças públicas e a promover uma reforma das pensões e do mercado de trabalho. Durante a campanha eleitoral, as políticas de Jansa foram ampla e repetidamente questionadas pelo presidente Danilo Turk, um professor de direito que trabalhava nas Nações Unidas com o ex-secretário-geral Kofi Annan.

"A situação econômica é difícil, mas não extraordinária, não há sentido em dramatizar e ameaçar. As avaliações do governo sobre a situação são mais alarmantes do que deveriam", advertiu Turk em um debate na televisão.

Em janeiro, Turk se recusou até mesmo a dar um mandato para que Jansa formasse um governo depois que o vencedor das eleições de antecipadas de dezembro, o prefeito de Liubliana, Zoran Jankovic, não conseguiu formar uma coalizão. Na ocasião, Jansa foi eleito pelos deputados. Em contraste, os rivais de Turk nas eleições deste domingo, Pahor e Zver, apoiaram os esforços do governo.

O analista Matevz Tomsic, da faculdade Nova Gorica Advanced Social Studies, disse antes das eleições que, em um segundo turno entre Pahor e Turk, "certamente Jansa e todo o governo preferem Borut Pahor." "Para Jansa seria uma escolha menos pior, ele vai ser muito mais cooperativo como presidente", disse o analista. As informações são da Dow Jones.

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