AFP PHOTO / George OURFALIAN
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Turquia acusa Assad de usar armas químicas e exige que líder deixe o poder

Ministério das Relações Exteriores turco condenou ‘taxativamente’ o suposto ataque químico contra a população de Duma, em Ghouta Oriental

O Estado de S.Paulo

11 Abril 2018 | 11h23

ANCARA - O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, acusou nesta quarta-feira, 11, o regime sírio de usar armas químicas e exigiu que seu líder, Bashar Assad, deixe o poder para iniciar um processo político no país árabe.

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"O regime de Assad deve deixar o governo da Síria. Não é a primeira vez que usa armas químicas. Matou cerca de um milhão de pessoas com seus bombardeios. É necessário passar para um processo político", disse Cavusoglu durante um discurso em Ancara.

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O chefe da diplomacia turca fez referência ao suposto ataque com armas químicas contra a população de Duma, em Ghouta Oriental, perto de Damasco, no sábado.

O Ministério das Relações Exteriores turco condenou "taxativamente" o ataque, apontando que havia "fortes suspeitas" de que tivesse sido perpetrado pelo regime de Assad.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, no entanto, foi mais cauteloso ao condenar o massacre, e disse que os responsáveis "pagarão um alto preço, seja quem for".

Após a reunião realizada no começo do mês em Ancara com os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e do Irã, Hassan Rohani, ambos apoiadores do regime sírio, Erdogan fez referência ao papel de Assad em um futuro processo de paz.

"A operação em Afrin está sendo feita em cooperação com a Rússia. Não estamos pechinchando nada. Havia observadores russos ali. Pedimos que fossem para que não ocorresse nenhum acidente, e foram. Usamos o espaço aéreo (da Síria, sob controle russo)", lembrou Cavusoglu. / EFE

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