Turquia anuncia morte de 25 rebeldes curdos em ataques

Militares turcos anunciaram hoje que ataques aéreos mataram 25 rebeldes curdos na semana passada no norte do Iraque. Segundo o porta-voz militar, general Metin Gurak, os ataques aconteceram no dia 17 de outubro nas montanhas Qandil - área na qual os rebeldes curdos treinam e líderes desse grupo vivem, segundo os militares turcos.Os rebeldes não se pronunciaram. Os militares fizeram várias incursões cruzando a fronteira com ataques aéreos, desde que os rebeldes curdos mataram mais de 20 soldados turcos em ataques no início do mês. A Turquia também aumentou a pressão sobre a administração curda iraquiana para que combata esse grupo, que realiza ataques de suas bases no território iraquiano.O porta-voz militar também pediu calma, após uma semana de protestos violentos pelo país, por causa de relatos de que o líder rebelde curdo Abdullah Ocalan foi maltratado na cadeia. O governo negou tais alegações. Ocalan cumpre prisão perpétua em uma penitenciária localizada em uma ilha perto de Istambul, por liderar uma guerra separatista por autonomia no sudeste turco.A polícia conteve manifestantes curdos que incendiaram dezenas de veículos e lojas, a maioria em Istambul e na região dominada pelos curdos no sudeste do país, onde os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) lutam por autonomia desde 1984. A Turquia realizou vários ataques aéreos e uma grande operação por terra contra as bases dos rebeldes no território iraquiano neste ano.Governistas - A Corte Constitucional da Turquia afirmou que a sigla governista, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AK), não incitou a violência. Em sua justificativa para a decisão que envolvia o AK, publicada hoje no Diário Oficial do país, a corte afirmou que não houve provas de que o partido tivesse procurado mudar o sistema secular do país através da violência.Porém a corte decidiu em julho cortar US$ 15 milhões do auxílio estatal ao AK por essa organização violar os princípios seculares turcos. A sigla governista tentou acabar com a proibição de que mulheres muçulmanas usem véus em universidades.

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