REUTERS/Osman Orsal
REUTERS/Osman Orsal

Turquia anuncia prisões relativas a atentado

Enquanto dava sua resposta ao EI, o governo turco responsabilizou o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) por outro ataque, ocorrido hoje na cidade de Cinar

O Estado de S. Paulo

14 Janeiro 2016 | 20h59

ANCARA - A Turquia anunciou nesta quinta-feira, 14, a prisão de sete pessoas ligadas ao atentado suicida do Estado Islâmico (EI) no coração histórico de Istambul na terça-feira, que deixou dez turistas alemães mortos. As autoridades afirmaram, ainda, que, em retaliação, o país bombardeou alvos do EI na Síria e no Iraque, tendo matado “200 militantes”. 

Enquanto dava sua resposta ao EI, o governo turco responsabilizou o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) por outro ataque, ocorrido hoje na cidade de Cinar, na Província de Diyarbakir. Na ação, 5 pessoas morreram e 39 ficaram feridas após a explosão de um carro-bomba contra uma delegacia. Houve tiroteio e os supostos membros do PKK fugiram, segundo uma fonte policial. 

Na capital, Ancara, o ministro do Interior, Efkan Ala, anunciou a prisão de sete pessoas pelos ataques de terça-feira e reiterou a informação de que o homem-bomba que detonou seus explosivos no meio do grupo de turistas entrou na Turquia como um refugiado sírio. 

Segundo o jornal turco Hürriyet, o terrorista suicida disse às autoridades migratórias do país que fugia do EI porque vários parentes foram assassinados pelo grupo e ele pretendia chegar à Europa. 

“Perdi muitos parentes nos ataques do EI. Escapei de um ataque deles e vim para a Turquia. Quero ficar na Europa”, declarou ele no escritório de Imigração de Istambul, segundo o jornal turco. 

O homem, que dizia se chamar Nabil Fadli, seria de origem síria e teria nascido na Arábia Saudita em 1988, se apresentou no dia 5, junto com outras quatro pessoas. Agora, as autoridades investigam se essa identidade é falsa.

As forças de segurança determinaram que Fadli entrou na Turquia de forma ilegal com a ajuda de contrabandistas e chegou a Istambul após passar pelas cidades de Kilis e Gaziantep. / EFE e REUTERS 

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