Petros Giannakouris/AP
Petros Giannakouris/AP

Turquia bloqueia acesso ao site WikiLeaks após divulgação de e-mails do partido governista

Portal divulgou cerca de 300 mil mensagens do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) entre 2010 e julho deste ano

O Estado de S.Paulo

20 Julho 2016 | 08h51

ISTAMBUL, TURQUIA - A Turquia bloqueou o acesso ao site WikiLeaks, disse a agência reguladora de telecomunicações do país nesta quarta-feira, 20, horas após o portal divulgar milhares de e-mails do partido governista enquanto Ancara lida com os desdobramentos de um golpe militar fracassado.

Cerca de 50 mil policiais, soldados, juízes, servidores públicos e professores foram suspensos ou detidos desde a tentativa de golpe realizada na sexta-feira. Aliados ocidentais da Turquia expressaram preocupação com a abrangência da repressão.

Na terça-feira, o WikiLeaks divulgou quase 300 mil e-mails do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, na sigla em turco) de um período entre 2010 e 6 de julho deste ano.

Obtidos antes da tentativa de golpe, a data de sua publicação foi adiantada "em reação aos expurgos pós-golpe do governo", informou o WikiLeaks em sua página. A fonte dos e-mails não está ligada aos mentores do golpe ou a um partido ou Estado rival, disse o site.

Fundado por Julian Assange, o WikiLeaks publica materiais confidenciais divulgados, principalmente de governos. Em 2010, a organização divulgou documentos militares e diplomáticos dos Estados Unidos.

O Comitê de Telecomunicações e Comunicações da Turquia disse nesta quarta-feira que uma "medida administrativa" foi tomada contra o site, termo usado normalmente quando há impedimento no acesso a páginas de internet. / Reuters

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