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Turquia bombardeia curdos em resposta a ataques sofridos e deixa 7 mortos

Conflitos entre o Exército turco e o Partido dos Trabalhadores do Curdistão têm se intensificado após o fim do cessar-fogo na região

O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2015 | 07h59

ANCARA (atualizada às 11h) - A aviação turca respondeu com bombardeios aos ataques mortais atribuídos a rebeldes curdos em várias cidades do país, que sofrem há três semanas com o aumento da violência na região de Hakkari, fronteira com o Iraque.

Nesta terça-feira, 11, sete guerrilheiros integrantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) morreram no conflito contra o Exército turco, informou o governo da província de Agri, situada no leste do país, em comunicado. A nota aponta que a região foi declarada “zona de segurança militar temporária” vetada a civis.

A Turquia sofreu na segunda-feira uma série de atentados particularmente sangrentos. No sudeste do país, área de maioria curda, cinco policiais e um soldado morreram em ataques atribuídos aos separatistas curdos do PKK.

Os ataques do Partido e as operações do Exército turco se intensificaram nas últimas semanas após a suspensão de um cessar-fogo que durava há mais de dois anos. Desde então, cerca de 30 agentes de diferentes forças de segurança turcas morreram, assim como centenas de guerrilheiros em bombardeios turcos, tanto na Turquia quanto no norte do Iraque.

Somente na segunda-feira, morreram nove pessoas, entre elas agentes e soldados. A imprensa local qualificou o dia como “segunda-feira negra”.

Ainda hoje, o PKK reivindicou um ataque suicida realizado ontem contra uma delegacia de polícia em um subúrbio de Istambul.

A KCK, organização das comunidades curdas da Turquia, incluindo o PKK, exigiu um retorno urgente ao cessar-fogo, mas estipulou uma série de exigências. Dentre elas, a libertação de prisioneiros políticos e a observação de “terceiras partes” do processo de paz.

No final de julho, Ancara iniciou uma “guerra contra o terrorismo” dirigida ao PKK e a combatentes do Estado Islâmico (EI) na Síria. Mas as dezenas de bombardeios aéreos que se seguiram têm se concentrado sobre a guerrilha curda.

Segundo um balanço publicado no final de semana pela agência Anatolia, 390 rebeldes do PKK morreram durante os bombardeios contra as bases da guerrilha no norte do Iraque. /EFE e AFP


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