Turquia condena dois traficantes por naufrágio que matou menino sírio de 3 anos

Imagem do corpo sem vida de Aylan Kurdi em praia turca causou onda de indignação no mundo em setembro; os sírios Muwafaka Alabash e Asem Alfrhad pegaram 4 anos de prisão pelo caso

O Estado de S. Paulo

04 de março de 2016 | 09h48

ISTAMBUL - Um tribunal da Turquia condenou nesta sexta-feira, 4, dois traficantes de pessoas a quatro anos de prisão pelo naufrágio de um barco no qual, entre outras vítimas, estava o menino sírio de 3 anos Aylan Kurdi, que morreu afogado e foi encontrado na costa da Turquia e se converteu em símbolo da tragédia dos refugiados.

O tribunal de Brodum declarou Muwafaka Alabash e Asem Alfrhad culpados pelo "tráfico de imigrantes" e os condenou a 50 meses de detenção. Eles foram, no entanto, absolvidos da acusação de negligência na morte dos imigrantes, afirmou a agência Dogan. Os traficantes - ambos sírios - poderiam pegar até 35 anos de prisão.

 naufrágio pelo qual eles foram condenados ocorreu em 2 de setembro de 2015, quando o barco com dezenas de imigrantes afundou perto da costa turca quando tentava chegar até a ilha grega de Kos. Além de Aylan, outras 11 pessoas morreram na ocasião.

As imagens do corpo do menino de 3 anos sem vida na praia turca giraram o mundo e deram origem a uma onda de indignação.

A Turquia, que acolhe oficialmente, 2,7 milhões de sírios e 300 mil iraquianos, é um dos principais pontos de saída dos imigrantes que tentam chegar à Europa. Em 2015, mais de 850 mil imigrantes conseguiram cruzar o Mar Egeu e entrar na Grécia. / AFP

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