AP Photo/Burhan Ozbilici
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Turquia confirma que cessar-fogo na Síria não inclui o Estado Islâmico

Nota publicada pela chancelaria do país afirma que ficaram de fora do acordo os 'grupos que o Conselho de Segurança das Nações Unidas classifica como organizações terroristas'

O Estado de S. Paulo

29 Dezembro 2016 | 13h16

ISTAMBUL - O cessar-fogo na Síria, negociado com mediação de Turquia e Rússia entre o regime  de Bashar Assad e os grupos rebeldes, não abrangerá grupos considerados terroristas pelas Nações Unidas, como é o caso do Estado Islâmico (EI), informou nesta quinta-feira, 29, um comunicado do governo turco.

"Fora do acordo (de cessar-fogo) ficam os grupos que o Conselho de Segurança das Nações Unidas classifica como organizações terroristas", diz a nota publicada no site do Ministério das Relações Exteriores turco, que não menciona nenhum grupo concretamente.

A lista da ONU, atualizada no dia 12 de dezembro, inclui o EI e também a Frente al-Nusra, mas não a Frente da Conquista do Levante, anunciado em julho como novo nome do grupo salafista, antigo braço da Al-Qaeda e membro de grandes federações de milícias no noroeste da Síria.

"Ambos os lados se comprometem neste acordo a parar os ataques armados, inclusive os ataques aéreos, e a não ampliar as regiões que têm sob controle", acrescenta o comunicado, que esclarece que Turquia e Rússia apoiam o cessar-fogo "em qualidade de fiadores". "Turquia e Rússia darão um forte apoio à trégua e farão juntos o acompanhamento desta."

Ancara afirma que desempenhou "um papel determinante" na negociação, tanto neste acordo como no que foi firmado para pôr fim aos combates em Alepo, e acrescenta que a meta é alcançar uma solução política para toda a Síria de acordo com a resolução 2254 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, emitida em dezembro de 2015.

A Turquia apoiará este processo na esperança que, "em pouco tempo", regime e oposição sírios se reúnam em Astana, a capital do Casaquistão, "diante dos países fiadores para reviver de novo um processo político sob supervisão das Nações Unidas", conclui o comunicado. / EFE e REUTERS

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