Turquia considera insuficiente o plano de intervenção de Obama

Enquanto o presidente americano, Barack Obama, afirmava que pretende uma intervenção externa limitada na guerra civil na Síria, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, declarou que a possível ação militar internacional deve ter o objetivo de pôr um fim à ditadura de Bashar Assad. Obama disse que não pretende organizar uma invasão com tropas terrestres.

ANCARA, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2013 | 02h03

"Isso não pode ser uma operação de 24 horas. O que importa é impedir o derramamento de sangue na Síria e enfraquecer o regime até o ponto que ele desista", afirmou Erdogan. O premiê turco citou a operação da Otan contra a ex-Iugoslávia durante a guerra do Kosovo, no fim dos anos 90, como um exemplo da atuação que as forças internacionais devem ter contra a ditadura de Assad. "Se isso (a eventual operação militar contra Damasco) for algo como o exemplo de Kosovo, o regime sírio não será capaz de continuar."

Erdogan é responsável pelas críticas mais duras com relação ao governo da Síria desde que a Turquia começou a ser inundada por milhares de refugiados do conflito no país vizinho - denunciando ataques das forças do ditador sírio no território turco e prometendo responder militarmente.

O premiê turco disse que, durante a cúpula do G-20, prevista para ocorrer na Rússia, na próxima semana, pretende ter discussões bilaterais com os presidentes americano e russo.

Anteriormente à fala de Erdogan, o chanceler turco, Ahmet Davutoglu, afirmou que informações de inteligência obtidas por Ancara não deixam dúvidas de que Assad foi responsável pelo ataque químico ocorrido no dia 21. / REUTERS

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