Turquia contesta EUA sobre votação

O presidente do Partido do Desenvolvimento e da Justiça, Recep Tayyip Erdogan, disse que o país não prometeu realizar hoje a votação relativa à permissão para entrada de tropas norte-americanas, para eventual operação militar contra o Iraque. Os EUA disseram que a Turquia prometeu que o Parlamento votaria a permissão nesta terça-feira e que qualquer atraso na decisão levaria os EUA a alterar seus planos de guerra. Uma fonte do primeiro escalão do partido AK disse que seu partido votará sobre a entrada de tropas norte-americanas até sexta-feira. A alternativa para os EUA seria alocar as tropas no Kuwait e eventualmente na Jordânia. Para a Turquia, a mudança nos planos de guerra dos EUA implicaria perda de compensação financeira e de oportunidade de participação na reestruturação política e econômica do Iraque pós-guerra. "Não prometemos a ninguém o 18 de fevereiro", disse Erdogan. "Se devemos agir em conjunto com os EUA, como parceiro estratégico, os EUA deveriam levar nossas necessidades em conta e atender nossas demandas com boa vontade", acrescentou. "Não pode haver parceria baseada nos sacrifícios (da Turquia)", disse Erdogan. Ele afirmou que a decisão anterior do país de permitir aos EUA aumentar suas bases militares e portos não é irreversível. Erdogan ressaltou o desejo do país de participar ativamente das mudanças que acontecerão depois da eventual intervenção militar no Iraque. "Ou a Turquia ficará fora dos acontecimentos e conviverá com as consequência ou participará ativamente da missão de planejar estes acontecimentos", disse.

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