AFP PHOTO / OZAN KOSE
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Turquia convoca chefe da embaixada holandesa para exigir desculpas

País entregou notas protestando contra a polícia da cidade de Roterdã, que impediu a entrada de ministros turcos - para participarem de comícios pró-Erdogan - no país

O Estado de S.Paulo

13 de março de 2017 | 08h06

ISTAMBUL - O Ministério das Relações Exteriores da Turquia convocou nesta segunda-feira, 13, o responsável pela embaixada da Holanda em Ancara para entregar-lhe duas notas de protesto pelo tratamento a dois ministros turcos que foram proibidos de fazer comícios eleitorais no sábado em Roterdã e informar que a Turquia espera uma desculpa oficial.

O governo turco se queixou ao encarregado de negócios, máximo diplomata holandês na Turquia enquanto o embaixador está de férias, pelos "obstáculos aos ministros turcos e o mau tratamento dado a cidadãos turcos em reunião pacífica", informou a agência oficial "Anadolu".

No sábado à noite, a polícia de Roterdã impediu a ministra de Família e Assuntos Sociais turca, Fatma Betül Sayan, de entrar no consulado turco da cidade e a expulsou para a Alemanha, antes de dissolver uma manifestação a favor da visita.

Nesse mesmo dia de manhã, a Holanda já tinha negado permissão de aterrissagem ao ministro das Relações Exteriores turco, Mevlüt Çavusoglu, que pretendia comparecer a Roterdã para um comício político com a comunidade turca residente no país.

Os dois ministros queriam pedir o "sim" aos turcos residentes na Holanda no plebiscito constitucional do dia 16 de abril sobre a instauração de um sistema que dará ao presidente Recep Tayyip Erdogan todo o poder Executivo.

Nas notas de protesto, a Turquia "condena energicamente" o tratamento aos ministros que, segundo assegura, "não se adequa à consideração diplomática e os usos internacionais". Além disso, ressalta que espera das autoridades holandesas "uma desculpa por escrito" pelos incidentes.

Durante o fim de semana, vários altos dirigente turcos, incluindo Erdogan e o primeiro-ministro, Binali Yildirim, anunciaram "duras represálias" contra a Holanda, mas sem especificar ainda em que poderiam consistir. / EFE e REUTERS

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