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Turquia critica 'inércia' da ONU e pede novo Conselho de Segurança

Primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan criticou a postura das Nações Unidas sobre a situação na Síria

AE - AP, Agência Estado

13 de outubro de 2012 | 12h09

ISTAMBUL - O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou neste sábado o Conselho de Segurança (CS) da ONU por não ter chegado a um acordo para dar fim à guerra civil na Síria, iniciada em março do ano passado. Em conferência internacional realizada em Istambul, Erdogan afirmou que o mundo vem testemunhando uma "tragédia humanitária" na Síria.

"Se ficarmos esperando um ou dois membros permanentes...o futuro da Síria estará em perigo", disse o premiê, segundo um tradutor oficial. A Rússia e a China, dois dos cinco membros permanentes do CS, vetaram resoluções que procuravam pressionar Damasco a encerrar o conflito e aceitar um processo de transição política.

Erdogan também pediu uma reforma no CS, que ele descreveu como um "sistema desigual e injusto", que não representa a maioria dos países.

O premiê fez os comentários enquanto o ministro das Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, se reunia com líderes árabes e europeus em meio a tensões crescentes na fronteira entre a Turquia e a Síria.

Na quarta-feira, a Turquia interceptou um avião de passageiros que ia de Moscou a Damasco e confiscou o que declarou ser equipamentos militares a bordo da aeronave. A Síria denunciou o ato como pirataria aérea e a Rússia disse que a carga era composta de peças de radares que não violavam as leis internacionais.

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