Turquia critica passividade do Iraque com partido curdo

Governo afirma que os iraquianos deveriam cooperar com a solução do conflito

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

A Turquia acusou nesta quinta-feira, 14, o governo iraquiano de adotar uma postura passiva diante dos ataques armados realizados pelo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, sigla em turco). O grupo, que é considerado ilegal, se infiltra em território turco por meio da fronteira iraquiana para atuar contra a população civil e o Exército. O ministro turco de Relações Exteriores, Abdulaah Gül, fez a declaração durante a uma conferencia internacional sobre democracia e segurança que acontece em Istambul. "O governo iraquiano ou as forças de coalizão deveriam controlar a fronteira com a Turquia e, se isso não é possível, eles deveriam cooperar com quem pode resolver esse problema", acrescentou. Gül disse ainda que o seu país confiscou duas toneladas de explosivos de origem iraquiana, o que comprovaria o comodismo do vizinho em relação ao problema. O Exército turco sugeriu recentemente que os militares avançassem em território iraquiano para combater bases do PKK instaladas no norte do país, mas o governo da Turquia disse que a prioridade deveria ser combater os cerca de 1.500 rebeldes que lutam dentro de suas fronteiras. Nesta quinta-feira, a emissora de televisão NTV divulgou que autoridades se reuniram na terça para discutir a possibilidade de reforçar as tropas turcas na região com o envio de mais 2.000 soldados, responsáveis pelo monitoramento das atividades rebeldes na fronteira com o Iraque desde 1997, e criar uma zona de separação de 15 quilômetros em território iraquiano, na tentativa de conter o avanço dos rebeldes. O primeiro ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, se falar com a imprensa sobre a criação da zona de separação no país vizinho. O PKK recorreu a luta armada em 1984, para defender a autonomia dos mais de 12 milhões de curdos que vivem na Turquia. Desde o último mês de maio, o grupo intensificou suas ações e segundo fontes oficiais, vários atentados contra o Exército turco e a população civil foram atribuídos ao partido ilegal.

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