REUTERS/Charles Mostoller
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Turquia decreta prisão de 189 juízes e promotores por suspeita de ligação com Fethullah Gulen

Clérigo opositor é acusado de ser o responsável pela tentativa frustrada de golpe em julho; mais de 3,4 mil juízes e promotores já foram afastados do cargo

O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2016 | 15h15

ISTAMBUL, TURQUIA - Autoridades da Turquia decretaram nesta sexta-feira, 14, a detenção de 189 juízes e promotores suspeitos de ligação com o movimento do clérigo opositor Fethullah Gulen, acusado pelo governo de ser o responsável pela tentativa frustrada de golpe em julho.

Como parte da operação, a polícia foi a alguns tribunais, como a sede do Supremo Tribunal, em Ancara, informou a agência de notícias Anadolu.

Os magistrados e promotores que tiveram a prisão decretada, estavam trabalhando em vários tribunais da capital, no Supremo e no Danistay, a máxima autoridade judicial administrativa.

A suspeita é de que os juristas fazem parte da rede de Gulen, já que eram usuários do Bylock, um aplicativo de comunicação cifrada, desenvolvido especialmente para o grupo.

Os partidários de Gulen, que defendem uma ideologia do islã político semelhante a do governista Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), ocupavam posições importantes no Judiciário, no departamento policial e administrativo na década passada. Uma luta de poder em 2013 levou a grandes expurgos no setor judiciário e na polícia, que se intensificou após a fracassada tentativa de golpe atribuída a Gulen.

Desde o mês de julho, cerca de 3,4 mil juízes e promotores foram afastados do cargo e grande parte deles esperam julgamento em prisão preventiva. / EFE

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