Turquia decreta prisão preventiva de mais 11 militares

Uma corte turca ordenou a prisão preventiva de mais 11 militares acusados de envolvimento em um suposto plano de golpe de 2003, informou hoje a agência de notícias Anatólia. Com isso, subiu para 31 o total de militares acusados no caso. Nove militares da ativa, incluindo dois almirantes, e dois da reserva, entre eles um general, foram detidos à espera de julgamento após serem interrogados por promotores, segundo a Anatólia. Um coronel foi liberado por razões de saúde.

AE, Agencia Estado

26 de fevereiro de 2010 | 10h35

Autoridades do Judiciário libertaram no fim da noite de ontem três importantes figuras já interrogadas - o ex-chefe da Marinha Ozden Ornek, o ex-chefe da Aeronáutica Ibrahim Furtina e o ex-número 2 do Estado-Maior Ergin Saygun. Todos são generais de quatro estrelas da reserva. Um promotor disse que Ozden e Firtina foram liberados pois não havia risco de eles fugirem. Já Saygun recebeu ordem de regularmente se reportar à polícia.

O trio foi libertado após uma reunião em Ancara entre o presidente Abdullah Gul, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan e o chefe do Estado-Maior Ilker Basbug. Após o encontro, foi divulgado um comunicado afirmando que as tensões seriam resolvidas "dentro da ordem constitucional".

Plano

Na segunda-feira foram detidos cerca de 50 militares para interrogatório, pelo suposto plano para derrubar o partido islâmico moderado Justiça e Desenvolvimento (AKP). A sigla chegou ao poder em novembro de 2002. O suposto plano teria sido discutido em 2003 na sede do Primeiro Exército, em Istambul. Não se sabe se os suspeitos tomaram medidas para levar a cabo a iniciativa, revelada em janeiro pelo jornal "Taraf", geralmente crítico do Exército.

O plano supostamente envolveria a explosão de bombas em mesquitas e tensões com a Grécia para desacreditar o governo e pressionar por sua queda. O Exército é visto como um pilar do secularismo na Turquia e os oposicionistas temem que o AKP, por ser um partido islâmico, acabe minando esse secularismo e a própria democracia. Já o AKP nega essa intenção e afirma que os militares devem parar de se intrometer na arena política. As informações são da Dow Jones.

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