AP Photo/Emrah Gurel
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Turquia diz que identidade de atirador de Istambul foi estabelecida e caçada continua

Informação foi confirmada pelo ministro de Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, que não divulgou, no entanto, o nome e a origem do terrorista; polícia turca prende 27 supostos membros do Estado Islâmico

O Estado de S. Paulo

04 Janeiro 2017 | 07h59

ISTAMBUL - A Turquia estabeleceu a identidade do atirador que matou 39 pessoas em um ataque a uma boate de Istambul na noite de ano-novo, disse o ministro das Relações Exteriores do país, e novas prisões foram feitas nesta quarta-feira, 4, mas o autor do ataque continua foragido.

O atirador matou um policial e um civil na entrada da famosa boate Reina no domingo, e então abriu fogo com um fuzil no interior do local, recarregando sua arma meia dúzia de vezes e atirando naqueles que estavam feridos no chão. O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque, dizendo ter sido uma revanche pelo envolvimento militar da Turquia na Síria.

"A identidade da pessoa que realizou o ataque em Ortakoy (bairro onde fica a boate Reina) foi determinada, a investigação continua", disse o ministro turco de Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, em entrevista transmitida pela televisão com a agência de notícias estatal Anadolu. Ele não deu detalhes.

Uma fonte de segurança e um jornal turco disseram na terça-feira que o atirador parece ser conhecedor de táticas de guerrilha e pode ter treinado na Síria. 

Prisões. A polícia da Turquia prendeu nesta quarta-feira 27 supostos membros do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na Província de Esmirna, no oeste do país, por sua suposta vinculação com o ataque na boate "Reina".

Segundo o jornal "Hurriyet", os detidos, entre eles vários menores, pertencem a três famílias da Ásia Central que supostamente conviviam com o atacante na cidade de Konya, no centro da Turquia, e que tinham fugido de seus lares após o atentado.

A unidade antiterrorista realizou uma operação em quatro residências de Esmirna, e segundo os serviços de segurança, a ação continua. Outras 16 pessoas foram detidas em Istambul e em Konya entre domingo e ontem por seu suposto envolvimento ao ataque na famosa boate.

Segundo as investigações, o líder da célula do grupo terrorista que realizou o ataque estava em Konya, responde pelo pseudônimo de "Yousef Hoca" e teria organizado a viagem do atacante de Konya para Istambul. Supostamente, "Yousef Hoca" teria enviado o suspeito a uma casa no bairro Zeytinburnu, em Istambul.

Após o atentado, o fugitivo mudou duas vezes de táxi e chegou até Zeytinburnu, onde recolheu dinheiro de um restaurante uigur, uma etnia de Ásia Central. Dos 16 detidos nesta quarta-feira, sete estavam nesse restaurante uigur. / REUTERS e EFE

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