Turquia diz que Israel não mandará no Mediterrâneo

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, alertou Israel nesta quinta-feira que seu país não ficará impassível e não deixará o Estado judeu fazer o que quiser no Mediterrâneo, na mais recente declaração hostil na crise diplomática entre os dois países. Erdogan deu as declarações em Túnis, onde teve reuniões com o premiê interino da Tunísia, Beji Caid-Essebsi, e com o presidente interino Fuad Mebaza. Erdogan visitou um mercado popular e manifestou apoio aos palestinos e ao pedido que farão na próxima semana nas Nações Unidas para serem reconhecidos como Estado membro.

AE, Agência Estado

15 Setembro 2011 | 15h32

"Israel não pode fazer o que quiser no Mediterrâneo" disse Erdogan. Segundo ele, a Turquia está determinada a preservar a liberdade de navegação no Mediterrâneo oriental. "Estamos determinados a fazer isso, porque todos nós vivemos no Mediterrâneo".

Erdogan visitou o Cairo nesta semana, onde discursou na Liga Árabe. Ele está aumentando dramaticamente a influência da Turquia no Oriente Médio, no momento em que a região é abalada por revoluções e revoltas. Ao mesmo tempo, muitos árabes elogiam a dura postura do premiê turco frente a Israel. Ele rechaçou uma normalização das relações com o Estado judeu até que Israel se desculpe pelas mortes de nove turcos no ataque à flotilha de ajuda humanitária, em 31 de maio do ano passado, indenize as famílias das vítimas e suspenda o bloqueio à Faixa de Gaza.

Israel defende o ataque à flotilha, ao afirmar que suas tropas foram atacadas por ativistas turcos quando abordaram o navio Mavi Mármara. Na semana passada, Israel lamentou a perda de vidas nos acontecimentos e expressou o desejo de que as relações com a Turquia sejam normalizadas. Um relatório das Nações Unidas sobre o reide de Israel publicado na semana passada disse que o bloqueio à Faixa de Gaza é legítimo, porém condenou o uso excessivo da força contra os ativistas do Mavi Mármara.

As informações são da Associated Press.

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