Turquia diz que não fechará porta para refugiados sírios

Primeiro-ministro Erdogan afirma que governo acompanha com atenção a situação no país vizinho

Agência Estado

08 de junho de 2011 | 12h14

ANCARA - A Turquia não "fechará suas portas" para os refugiados da repressão na vizinha Síria, afirmou nesta quarta-feira, 8, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan. "Neste momento, está fora de questão que nós fechemos as portas" aos refugiados sírios, disse Erdogan, segundo a agência de notícias Anatólia.

 

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Erdogan foi questionado sobre um grupo de sírios que cruzou para a Turquia na noite de terça "Os desenvolvimentos na Síria são realmente tristes, nós estamos acompanhando com preocupação", afirmou Erdogan. O premiê turco pediu ao presidente sírio, Bashar al-Assad, que realize reformas.

 

 

Desde a terça, centenas de sírios começaram a cruzar a fronteira norte do país em direção à Turquia. O motivo, afirmam as autoridades turcas, seria o medo pela reresália do governo a supostos ataques contra as forlas de segurança na cidade de Jisr al-Shughour, onde 120 soldados e policiais teriam sido massacrados.

 

O governo do presidente Bashar al-Assad afirmou que vai agir com firmeza para retomar o controle do local, onde atuariam "gangues armadas". As declarações geraram pânico entre os moradores de Jisr al-Shughour. Os que permanecem na cidade trabalham na construção de barricadas para evitar a entrada dos militares.

 

Protestos contra o governo começaram a ser realizados na Síria em março. Mais de 1.100 civis, incluindo dezenas de crianças, foram mortos na repressão oficial, segundo grupos de defesa dos direitos humanos. Além disso, cerca de 10 mil pessoas foram detidas por participarem das manifestações. As informações são da Dow Jones.

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