Turquia expulsa embaixador de Israel

A Turquia anunciou ontem a expulsão do embaixador de Israel, suspendeu os acordos militares entre os dois países, disse que não reconhecerá mais o bloqueio a Gaza e dará suporte a todas as vítimas da flotilha que tentou levar ajuda humanitária aos palestinos no ano passado - na ocasião, nove ativistas turcos morreram após ação israelense para evitar a chegada dos navios ao território controlado pelo Hamas.

GUSTAVO CHACRA, Agência Estado

03 Setembro 2011 | 09h09

De acordo com comunicado da Embaixada da Turquia em Washington, o país pretende processar na Justiça soldados e oficiais de Israel e não descarta a possibilidade de levar a questão para o Conselho de Segurança da ONU. "Reduzimos nossas relações diplomáticas com Israel para o nível mais baixo possível, de segundo-secretário", disse o ministro das Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu.

O embaixador israelense em Ancara, Gaby Levy, já estava em Jerusalém e não deverá retornar para a Turquia. Os diplomatas turcos em Tel-Aviv devem ser removidos o mais rápido possível. Segundo Davutoglu, em um claro desafio a Israel, "a Turquia tomará todas as medidas necessárias para garantir a liberdade de navegação no Mediterrâneo", o que implica permitir que barcos turcos viajem para Gaza, ignorando o bloqueio de Israel e colocando os dois países em rota de colisão.

A decisão do governo turco foi tomada depois da publicação, na quinta-feira, de um relatório da ONU sobre a flotilha de Gaza, interceptada em maio de 2010. O documento diz que o bloqueio de Israel ao território palestino é legal, mas a reação dos militares israelenses, mesmo tendo sido recebidos com hostilidade e violência pela tripulação, foi excessiva. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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