Turquia fecha espaço aéreo para avião militar de Israel

Fonte não diz se medida é resposta a ataque israelense contra frota que levava ajuda a Gaza

Agência Estado

28 de junho de 2010 | 09h46

ANCARA - A Turquia impediu que um avião militar israelense cruzasse por seu espaço aéreo, afirmou nesta segunda-feira, 28, um diplomata turco. A decisão foi tomada após a ação israelense para interceptar um comboio que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza, que deixou nove ativistas turcos mortos, um deles com cidadania americana.

 

"Aviões militares devem obter permissão antes de cada voo. Um avião militar teve permissão negada imediatamente após" a ação dos militares de Israel de 31 de maio, em que a flotilha humanitária foi interceptada, afirmou um diplomata pedindo anonimato e sem fornecer mais explicações. A fonte não disse se esse incidente é um sinal de que os aviões militares israelenses não poderão mais usar o espaço aéreo turco.

 

O diplomata afirmou que não havia restrições a voos civis. A agência de notícias Anatólia citou o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, dizendo que seu país havia fechado seu espaço aéreo para Israel, após a ação militar contra a frota. Erdogan, que falava em Toronto, após o encontro do G-20, não deu detalhes.

 

Os comentários ocorreram após uma matéria do jornal israelense Yediot Aharonot afirmar que um avião militar de Israel levando uma delegação do Exército à Polônia teve permissão negada para usar o espaço aéreo turco. O avião, que levava mais de cem militares em visita a Auschwitz, seguiu por uma rota alternativa, segundo o diário.

 

A interceptação da flotilha humanitária foi um grande revés para as já estremecidas relações entre Israel e a Turquia. O governo turco convocou seu embaixador em Israel imediatamente após o incidente e desistiu de exercícios militares conjuntos. Também afirmou que os laços econômicos e militares bilaterais seriam reduzidos a "um nível mínimo". As informações são da Dow Jones.

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