Assessoria de imprensa da presidência da Turquia / AP
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Turquia inaugura novo tipo de crise

Crise turca é o prenúncio de um novo tipo de naufrágio econômico, provocado por autocratas que trocaram a ciência e as leis do mercado pelo nacionalismo protecionista, pelo populismo e pelo pensamento mágico

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

19 Agosto 2018 | 03h00

O impacto da crise na Turquia vai além do previsível contágio financeiro provocado pelo colapso da lira, cujo valor caiu quase à metade desde o início do ano. Não se trata apenas de gatilho para a revoada de capital de bancos europeus ou países emergentes, para a alta do dólar e para a ansiedade sobre quem será o próximo alvo de ataque especulativo. É isso – mas também é mais.

A crise turca é o prenúncio de um novo tipo de naufrágio econômico, provocado por autocratas que trocaram a ciência e as leis do mercado pelo nacionalismo protecionista, pelo populismo e pelo pensamento mágico.

Desde pelo menos 2013, inflação, desequilíbrio fiscal e balança comercial permitiam antever o pior. À moda de Dilma Rousseff, Recep Tayyip Erdogan ignorou a esbórnia fiscal, a necessidade de elevar os juros e desprezou a ajuda de organismos internacionais.

O estopim da crise foi a batalha de egos com Donald Trump, em torno das tarifas do aço e da prisão de um pastor americano. Os estilhaços demonstram como serão graves os danos do nacionalismo tacanho para a economia global.

Mulheres avançam nas primárias americanas

Não é só no Brasil, onde romperam a barreira de 30% das candidaturas, que as mulheres ganham espaço na política. Elas são 41% dos democratas vitoriosos nas primárias americanas realizadas até o dia 14 (48% dos que não disputam reeleição). Entre os republicanos, a proporção é menor.

Putin usa Interpol para perseguir desafetos

Uma das armas de Vladimir Putin para perseguir seus desafetos no exterior são os alertas vermelhos da Interpol, uma espécie de ordem de prisão internacional. Em 2015, o veterano correspondente em Moscou David Satter denunciou o uso da Interpol por Putin. Três anos depois, ainda há pelo menos três russos presos nos Estados Unidos em virtude de condenações políticas na Rússia.

Revistas predatórias corroem credibilidade acadêmica

O economista Derek Pyne, da Thomson River University, no Canadá, foi suspenso depois de publicar um estudo demonstrando que seus colegas se beneficiavam de prêmios e promoções graças a artigos aceitos por revistas de segunda linha, sem revisão pelos pares, mediante pagamento de até US$ 2.000. Essas publicações predatórias já passam de 12 mil. Em 2010, 53 mil artigos saíram nelas. Neste ano, serão mais de 400 mil.

YouTube esconde proliferação de “fake views”

O Google se recusa a divulgar medidas da audiência comprovadamente falsa no YouTube, criadas por softwares que simulam curtidas e visualizações sem que ninguém assista ao vídeo. Estimativas informais situam o problema na casa das dezenas de milhões, ou menos de 1% do total. A reportagem do New York Times descobriu um canadense que já faturou mais de US$ 200 mil este ano vendendo, sozinho, 15 milhões de “fake views”.

Apoiou o Brexit e saiu do país

Depois de apoiar o Brexit, Jim Rathcliffe – dono da indústria química Ineos e, segundo o Sunday Times, homem mais rico do Reino Unido, com US$ 14,5 bilhões – decidiu trocar seu domicílio fiscal por Mônaco, para pagar menos imposto. Pelo mesmo motivo, já mudara para Genebra em 2010. Depois voltou.

A vingança da cueca samba-canção

A associação entre infertilidade e as cuecas apertadas foi desmentida em estudo de 1998. Uma nova pesquisa, na Human Reproduction, investigou 650 homens que buscaram tratamento para infertilidade para dirimir a dúvida. Conclusão: quem usava roupa de baixo mais folgada, como cuecas samba-canção, tinha 17% mais espermatozoides, em concentração 25% maior. Mesmo assim, isso não afetava a fertilidade média, ainda na faixa normal.

A cena inédita de Marilyn nua

Saiu no Deadline: está em poder de Curtice Taylor, filho do produtor de Hollywood Frank Taylor, um trecho cortado e inédito do filme Os desajustados, de John Huston, em que Marilyn Monroe aparece nua depois de largar o lençol, na celebre cena de amor com Clark Gable. Acreditava-se que Huston, ao decidir não incluí-la na montagem final, a tivesse destruído.

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