Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Turquia muda estratégia e ataca o EI na Síria

Depois de rebater acusações de conivência com o Estado Islâmico (EI), a Turquia lançou ontem uma campanha contra o grupo, bombardeando suas posições na Síria e matando ao menos 35 jihadistas. Ao mesmo tempo, a polícia prendeu 251 pessoas em uma operação em 13 províncias turcas com o objetivo de capturar integrantes das redes vinculadas ao EI, assim como simpatizantes da guerrilha curda e células marxistas.

ISTAMBUL , O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2015 | 02h02

Três caças F-16 decolaram da base aérea de Diyarbakir, no sudeste da Turquia, e lançaram quatro bombas teleguiadas contra alvos do EI - dois quartéis centrais e um ponto de reunião na Síria. A operação durou apenas 13 minutos e os aviões retornaram à Turquia uma hora depois, informou um comunicado do Estado-maior.

A localização das posições jihadistas ou os danos causados às estruturas não foram revelados pelas autoridades. No entanto, de acordo com o jornal local Hürriyet, 35 jihadistas morreram no distrito de Al-Bab, região administrativa da Província de Alepo, longe da fronteira com a Turquia.

O jornal afirmou que forças turcas bombardearam, com tanques e granadas de morteiros, posições do EI no distrito de Yarabulus, ao leste de Alepo. Os disparos foram feitos a partir da cidade de Karkamis, na fronteira com a Síria, na Província de Gaziantep. "Vários outros pontos" teriam sido destruídos.

A Turquia tem sido um parceiro relutante da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico. Entre outros argumentos, afirma que as forças curdas sírias - que combatem os jihadistas - também representam uma grave ameaça à sua segurança.

No entanto, Ancara tem mudado de posição após o ataque suicida que matou 32 pessoas no país esta semana e um ataque a tiros na quinta-feira, que causou a morte de um oficial em um posto fronteiriço na Província de Kilis. Os dois incidentes foram atribuídos a membros do Estado Islâmico.

Ainda ontem, a Turquia também anunciou que abrirá suas bases aéreas aos aviões dos países da coalizão liderada pelos EUA. "Foi aprovado que equipamentos tripulados e não tripulados das forças aéreas de vários países da coalizão que luta contra o Estado Islâmico podem usar as bases de nosso país sempre que for considerado conveniente pelos EUA e por nós", afirmou um comunicado do Ministério das Relações Exteriores turco, divulgado na internet. Segundo Ancara, será aberta a Base Aérea de Incirlik, no sudeste da Turquia, para os voos dos EUA contra as posições do EI.

Os ataques de caças a alvos do EI na Síria e as prisões durante a madrugada em 13 províncias turcas, que também tiveram como alvo militantes curdos, estão entre as operações mais firmes do governo da Turquia durante o conflito sírio. Uma autoridade confirmou a mudança de estratégia de passiva para "defesa ativa". A decisão foi tomada depois de uma conversa telefônica entre os presidentes Barack Obama e Recep Tayyip Erdogan. A Turquia tem enfrentado crescente insegurança ao longo de seus 900 quilômetros de fronteira com a Síria desde o início da guerra civil no país, em 2011.

/ REUTERS e EFE

Tudo o que sabemos sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.