Turquia não abrirá bases aos EUA sem compromisso escrito, diz líder

O impasse entre a Turquia e os Estados Unidos, sobre o estabelecimento de militares norte-americanas no país para eventual ataque contra o Iraque, deve ser solucionado "dentro dos próximos dias", disse o ministro da Economia, Ali Babacan, segundo a CNN turca. No entanto, o líder do partido do governo, Recep Tayyip Erdogan, afirmou, separadamente, que o país não abrirá suas bases as tropas norte-americanas se Washington não garantir por escrito ajuda econômica e as responsabilidades da Turquia na guerra contra o Iraque. "É ridículo chamar (o impasse) de barganha por dólares. As dimensões políticas e militares são muito mais importantes, a dimensão econômica vem depois", afirmou Erdogan. A Turquia quer também que os termos do acordo entre a Turquia e os EUA sejam aprovados antes pelo Congresso norte-americano. "Eles (os EUA) falam de cerca de dois meses quando questionados sobre quanto tempo o Congresso levaria para aprovar tal decisão. Não está claro o que acontecerá em dois meses; o Congresso pode tomar uma decisão positiva ou negativa", disse Erdogan. Os temores de um levante social e de instabilidade na região são ainda maiores às preocupações sobre se o país, já em crise econômica, poderá aguentar o choque de uma guerra no Iraque, disse o líder do partido do governo. O governo teme que os curdos da região aproveitem a situação de guerra para tentar criar um estado independente. Ontem, os EUA disseram ter feito sua oferta final de ajuda compensatória à Turquia e que querem uma resposta urgente do país, em 48 horas. A Turquia quer US$ 10 bilhões em recompensa e US$ 20 bilhões em empréstimos de longo prazo. Os EUA ofereceram US$ 6 bilhões em recompensa e US$ 20 bilhões em empréstimos. "Não temos uma data em mente (para envio da autorização ao Parlamento). Apenas quando chegarmos a um acordo enviaremos o pedido (para entrada do exército norte-americano) ao parlamento", disse Erdogan. As informações são da CNN.

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