Turquia nega crise após renúncia de cúpula militar

O presidente da Turquia, Abdullah Gul, afirmou hoje que a renúncia da cúpula militar do país não levará à uma crise interna. "Ninguém deve ver (a renúncia) como uma crise na Turquia", afirmou Gul. "Os acontecimentos de ontem foram inéditos, mas tudo continua no seu ritmo normal. Não há vácuo (de poder)".

AE, Agência Estado

30 de julho de 2011 | 08h53

Ontem, o general Isik Kosaner, mais importante chefe militar da Turquia, e os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica renunciaram. A debandada ocorreu em meio à tensão causada pela prisão de oficiais acusados de planejar um golpe contra o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan.

Segundo o presidente, Kosaner pediu para se aposentar, enquanto os demais comandantes já estavam em idade de aposentadoria. A expectativa é que Kosaner seja formalmente substituído ainda hoje pelo general Necdet Ozel, atual comandante da polícia militar turca. As informações são da Associated Press.

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