Turquia nega ter pago resgate para o Estado Islâmico

O governo da Turquia se recusou a revelar detalhes da operação que garantiu a libertação de 49 pessoas mantidas reféns pelo grupo extremista Estado Islâmico. Falando a jornalistas, o presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan negou que tenha havido pagamento de resgate.

Estadão Conteúdo

21 de setembro de 2014 | 13h37

Os reféns, 46 turcos e três iraquianos, retornaram à Turquia no sábado depois de mais de três meses sob o domínio do Estado Islâmico, que os capturou na cidade iraquiana de Mosul em junho. Muita especulação já vinha sendo feita mesmo antes da libertação dos detidos sobre o que a Turquia teria ou não prometido ao grupo anteriormente conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ou EIIL.

Embora Erdogan tenha negado o pagamento de resgate, ele foi menos categórico quando questionado sobre se o governo havia negociado uma troca de prisioneiros com o grupo extremista. "Sobre se houve ou não uma troca, 49 pessoas voltaram à Turquia e isso não pode ser substituído por nada", afirmou.

Antes, falando a um grupo que incluía alguns dos reféns e seus familiares, Erdogan afirmou que "há coisas sobre as quais não se pode falar". "Comandar um Estado não é como gerenciar uma mercearia, temos que proteger assuntos sensíveis", disse. "Se não o fizermos, haverá um preço a pagar". Fonte: Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
Estado IslâmicoTurquiareféns

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.