Turquia pede que EUA expliquem suposta espionagem

Ministério de Relações Exteriores convocou encarregado de negócios americano em Ancara após publicação da 'Der Spiegel'

O Estado de S. Paulo

01 de setembro de 2014 | 10h45

ANCARA - O Ministério de Relações Exteriores da Turquia convocou para conversas nesta segunda-feira, 1, o encarregado de negócios dos Estados Unidos em Ancara, atualmente o mais alto representante americano no país, após relatos da imprensa de que Washington havia espionado o país, disse o vice-primeiro-ministro Bulent Arinc.

A revista alemã Der Spiegel publicou um artigo em seu site no domingo dizendo que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) e a agência britânica de espionagem GCHQ haviam realizado uma "espionagem de ampla escala contra a Turquia", citando documentos do arquivo do ex-funcionário da NSA Edward Snowden.

"Considerando que o nome dos EUA foi mencionado e tais acusações foram feitas, o representante diplomático foi convocado para o Ministério de Relações Exteriores", disse Arinc a repórteres após a primeira reunião do novo gabinete da Turquia depois da eleição presidencial.

A Der Spiegel disse que serviços de inteligência dos EUA também trabalharam estreitamente para apoiar Ancara em seus esforços para combater militantes curdos, que travaram uma insurgência de três décadas em busca de maiores direitos no sudeste do país.

A reportagem foi publicava semanas após a revista ter dito que a agência alemã de inteligência BND havia espionado a Turquia havia anos. O relato levou a uma furiosa reação de Ancara, que descreveu o caso como "inaceitável" caso seja verdade. / REUTERS

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