Turquia pede que seus cidadãos deixem a Síria e estuda 'zona de segurança'

Agravamento da situação no país vizinho obriga governo de Ancara a se mobilizar

Associated Press e Reuters

16 de março de 2012 | 08h52

ANCARA - A Turquia pediu a seus cidadãos na Síria que voltem para casa e declarou que alguns serviços consulares em Damasco serão interrompidos na semana que vem. O Ministério de Relações Exteriores disse em comunicado nesta sexta-feira, 16, que os acontecimentos em território sírio representam sérios riscos para cidadãos turcos e que o país "pede fortemente que voltem para casa".

 

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O governo disse que os serviços consulares na embaixada da Turquia em Damasco serão suspensos no final do expediente comercial em 22 de março. Mas o consulado turco em Aleppo continuará aberto. A embaixada turca na capital síria também continuará funcionando.

 

O governo turco também considera montar uma "zona tampão" ou de "segurança" ao longo de sua fronteira com a Síria, de acordo com informações dadas pelo primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.

 

Com o agravamento da violência na Síria nas últimas semanas, milhares de sírios estão cruzando a fronteira com a Turquia para fugir dos ataques das tropas do regime de Bashar Assad.

 

A revolta contra o regime de Assad na Síria começou há exatamente um ano, em março de 2011. Segundo a ONU, os conflitos já deixaram mais de 7,5 mil civis mortos. O governo de Damasco culpa "grupos armados terroristas" pelo caos instaurado no país.

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