Kayhan Ozer/Presidential Palace/Handout via REUTERS
Kayhan Ozer/Presidential Palace/Handout via REUTERS

Turquia prende 17 suspeitos por ataques a aeroporto de Istambul

Presidente Recep Tayyip Erdogan afirmou que maioria dos detidos são estrangeiros, alguns vindos de ex-repúblicas soviéticas, e membros do Estado Islâmico; país já prendeu 30 pelo ataque

O Estado de S. Paulo

05 de julho de 2016 | 09h37

ISTAMBUL - A Turquia prendeu 17 pessoas nesta terça-feira, 5, a maioria delas estrangeiras, suspeitas de terem participado dos ataques a bomba na semana passada ao principal aeroporto de Istambul, ato descrito pelo presidente Recep Tayyip Erdogan como trabalho de militantes do Estado Islâmico vindos da ex-União Soviética.

As prisões recentes elevam para 30 o número total de pessoas presas, e ainda sem julgamento, pelos três ataques suicidas com bombas no Aeroporto Ataturk, que deixaram 45 mortos e centenas de feridos, no mais mortífero de uma série de ataques neste ano na Turquia.

O ataque foi seguido por grandes ataques em Bangladesh e Iraque, na semana passada, e Arábia Saudita na segunda-feira, todos aparentemente marcados para coincidir com o Edir al-Fitr, feriado que marca o fim do mês sagrado do Ramadan, nesta quarta-feira, 6.

"O incidente com certeza está completamente dentro do padrão do Estado Islâmico, um processo conduzido com seus métodos", disse Erdogan a repórteres após rezar em mesquita em Istambul no início do feriado.

O ataque. Três homens-bomba abriram fogo para criar pânico fora do aeroporto enquanto dois deles entraram e se explodiram. O terceiro militante detonou seus explosivos fora da entrada do terminal de desembarques internacionais.

"Há pessoas do Daguestão, Quirguistão e do Tajiquistão", disse Erdogan, referindo-se a uma província de maioria muçulmana na região russa do Norte Cáucaso, e duas ex-repúblicas da antiga União Soviética na Ásia Central. "Infelizmente, pessoas de países vizinhos no Cáucaso Norte estão envolvidas neste esquema."

A agência de notícias estatal turca Andolu relatou anteriormente que dois dos homens-bomba eram cidadãos russos. Uma autoridade governamental disse que os agressores eram da Rússia, Usbequistão e Quirguistão. / REUTERS

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