Turquia prende 70 por ligações com rebeldes curdos

A polícia da Turquia prendeu nesta terça-feira, em incursões coordenadas em todo o país, mais de 70 pessoas acusadas de ligações com rebeldes curdos ilegais, informou a imprensa local. Advogados do líder curdo preso Abdullah Ocalan e alguns membros do Partido Paz e Democracia pró-Curdos, o BDP, estavam entre os detidos, disseram agentes de segurança da província sudeste de Diyarbakir.

AE, Agência Estado

22 de novembro de 2011 | 13h44

A polícia conduziu operações simultâneas em 16 províncias, incluindo Istambul, Diyarbakir, Ancara e Bursa, informou a mídia local, enquanto canais privados de TV afirmavam que mais de 70 pessoas haviam sido presas. Agentes também vasculharam o escritório dos advogados de Ocalan em Istambul, de acordo com um fotógrafo da AFP.

Os presos são acusados de ter ligações com a União de Comunidades do Curdistão, a KCK, que a Turquia alega ser a ala urbana do ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão, conhecido como PKK. Entre os detidos estão 47 advogados de Ocalan que visitaram o líder na prisão da ilha de Imrali em diversos momentos e são acusados de terem passado ordens dele ao PKK.

O partido, que pegou em armas no sudeste da Turquia, de maioria curda, em 1984, desencadeando um conflito que já matou cerca de 45 mil pessoas, é considerado como uma organização terrorista por Ancara e grande parte da comunidade internacional. Desde 2009, 700 pessoas foram presas por suposta ligação com o KCK, de acordo com dados do governo. As informações são da Dow Jones.

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