Sedat Suna/EFE/EPA
Sedat Suna/EFE/EPA

Turquia proíbe venda de máscaras contra covid-19 e as distribuirá de graça

Desde sábado, é obrigatório usar equipamento em qualquer área do país onde haja aglomerações de pessoas; país já contabiliza 649 mortes

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2020 | 18h59

ISTAMBUL - A Turquia proibiu a venda de máscaras contra covid-19 e vai distribuí-las gratuitamente aos cidadãos do país, anunciou nesta segunda-feira o presidente Recep Tayyip Erdogan em discurso transmitido pela televisão em Istambul.

"É proibido vender máscaras a troco de dinheiro. Temos uma reserva de máscaras que será totalmente suficiente para os nossos cidadãos até o fim da pandemia. O Estado vai disponibilizar máscaras gratuitamente", afirmou Erdogan, que também explicou que o limite semanal de distribuição nas residências será de cinco máscaras por pessoa.

O presidente turco disse que está acompanhando a evolução da pandemia na Europa e nos Estados Unidos e voltou a acusar o Ocidente de ser responsável pela chegada do vírus à Turquia.

"Uma proporção significativa dos nossos pacientes com covid-19 e daqueles que lhes transmitiram tinha viajado à Europa ou aos EUA em uma altura em que estes países não tinham tomado precauções", criticou.

"Se estes países tivessem mostrado a mesma sensibilidade do que a gente desde o início, hoje estaríamos todos muito melhor", disse Erdogan.

Desde sábado, é obrigatório usar máscara em qualquer área do país onde haja aglomerações de pessoas, embora no primeiro dia o controle desta regra tenha sido bastante irregular, como a reportagem da Agência Efe pôde constatar.

Erdogan anunciou no discurso que em 45 dias estarão prontos dois hospitais de campanha, com mil camas cada, sendo um no antigo aeroporto Atatürk, em Istambul, e o outro em uma base aérea militar no lado asiático da cidade, onde também máscaras já começaram a ser distribuídas gratuitamente em ônibus.

Com 75 mortes registradas nas últimas 24 horas por covid-19, a Turquia contabiliza um total de 649. Outras 1.425 pessoas estão internadas em unidades de tratamento intensivo, de um total de 30 mil casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o Ministério da Saúde. /EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.