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Umit Bektas/Reuters
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Turquia quer grupo de apoio ao ‘povo da Síria’

Chanceler turco, Ahmet Davutoglu, disse que Ancara quer deixar de 'apenas observar' a crise

THE NEW YORK TIMES,

08 de fevereiro de 2012 | 22h27

MOSCOU - A Turquia afirmou nesta quuarta-feira, 8, que quer deixar de "apenas observar" a crise na vizinha Síria e lançar uma iniciativa de vários países para "mostrar que o povo sírio ele não está sozinho". O anúncio foi feito pelo chanceler turco, Ahmet Davutoglu, pouco antes de embarcar para Washington.

 

Davutoglu afirmou que o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, telefonaria ao presidente russo, Dmitri Medvedev, para discutir a iniciativa multilateral. Moscou, porém, impediu no fim de semana uma condenação à Síria na ONU e deve se opor à iniciativa de Ancara.

 

Hoje, Lavrov anunciou que o vice-presidente da Síria, Farouk al-Sharaa, tentará dialogar com as forças da oposição. O ministro russo – que em Damasco garantira que Assad estava "totalmente comprometido com o fim da violência" – pediu aos líderes do Ocidente e de países árabes que apoiem a iniciativa.

 

'Início ao diálogo'

 

"Consideramos essa disposição um fator importante a ser levado em conta e esperamos que todos os que exercem alguma influência sobre a oposição que aconselhem os seus integrantes a dar início ao diálogo", disse em uma coletiva em Moscou.

 

Por seu lado, o primeiro-ministro Vladimir Putin exortou potências a deixarem os sírios tomarem suas decisões livres de intervenções externas. "Não devemos agir como um elefante numa loja de porcelanas".

 

Potências ocidentais e países árabes mantêm-se descrentes das promessas de Moscou e Damasco. Em Paris, o chanceler francês, Alain Juppé, considerou as promessas da Síria de realizar conversações mera "manipulação", enquanto em Londres o primeiro-ministro, David Cameron, afirmou que "confiava muito pouco" na iniciativa russa.

 

TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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