EFE/presidencia Turca
EFE/presidencia Turca

Turquia rebate versão americana de conversa entre Trump e Erdogan

Fontes oficiais de Ancara dizem que comunicado divulgado pela Casa Branca 'não reflete fielmente o conteúdo da conversa por telefone' entre os presidentes e ressaltam que americano 'não expressou preocupação sobre uma escalada da violência'

O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2018 | 10h40

ANCARA - Ancara rebateu nesta quinta-feira, 25, a informação divulgada por Washington sobre uma conversa por telefone entre os presidentes americano, Donald Trump, e turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmando que "não reflete fielmente" o conteúdo de sua conversa sobre a ofensiva turca na Síria.

Para entender: Os rebeldes sírios envolvidos na operação turca na Síria

Depois desse telefonema na quarta à noite, a Casa Branca afirmou que Trump pediu a Erdogan para "reduzir e limitar suas ações militares" mobilizadas no enclave sírio de Afrin com o objetivo de expulsar as Unidades de Proteção do Povo (YPG). A milícia é considerada "terrorista" pelo governo turco, mas é uma aliada de Washington na luta contra o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria.

Fontes oficiais turcas refutaram essa versão, assegurando que "não reflete fielmente o conteúdo da conversa por telefone" entre os dois dirigentes.

O presidente Trump "não expressou preocupação sobre uma escalada da violência" em Afrin, mas se referiu à "necessidade de limitar a duração da operação turca", disseram fontes.

Turquia exige que EUA retirem apoio a curdos na Síria

A presidência turca também desmente que Trump tenha manifestado "preocupação a respeito da retórica falsa e destrutiva procedente da Turquia", como afirmava o comunicado de Washington.

Além disso, completam as mesmas fontes, Trump simplesmente transmitiu que as críticas turcas sobre os Estados Unidos "suscitam preocupação em Washington".

As relações entre Turquia e Estados Unidos, países aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), degradaram-se consideravelmente nos últimos anos, devido a vários pontos de discórdia, incluindo o apoio americano às milícias curdas sírias. / AFP

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