Turquia: Rebeldes curdos anunciam data para retirada

Rebeldes curdos vão começar a retirar milhares de guerrilheiros de dentro da Turquia no dia 8 de maio e recuar para as fronteiras do Curdistão iraquiano, segundo informou a agência de notícias Firat News, ligada aos curdos, citando o líder dos rebeldes, Murat Karayilan.

AE, Agência Estado

25 de abril de 2013 | 18h09

Em uma entrevista coletiva concedida nas montanhas de Qandil, no norte do Iraque, Karayilan disse que a retirada transcorrerá de maneira gradual e advertiu que o movimento será interrompido imediatamente em caso de ataque contra os rebeldes. Esse é um passo importante para acabar com uma batalha que se estende por quase três décadas e já custou dezenas de milhares de vidas.

"A retirada será gradual, em grupos", disse Karayilan, que assumiu o controle do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, por suas iniciais em curdo) depois da prisão do líder curdo, Abdullah Ocalan, em 1999. "E será finalizada assim que possível." Mas advertiu: "A retirada será interrompida imediatamente se houver qualquer ataque, operação ou explosão de bombas contra a guerrilha e, se isso acontecer, ela usará o direito de responder de forma recíproca".

A decisão de sair da Turquia e de retirar as bases do norte do Iraque ocorre um mês depois de os rebeldes terem declarado um cessar-fogo, atendendo um pedido de Ocalan, que está preso, mas engajado em negociações com autoridades turcas para pôr fim ao combate. Ocalan também pediu a seu grupo, o PKK, para deixar a Turquia como parte dos esforços de paz.

Karayilan deixou claro que os combatentes não farão a retirada desarmados. Ele disse que o PKK só se desarmaria se Ocalan e outros militantes curdos forem libertos da prisão.

A Turquia havia pedido que os rebeldes baixassem as armas e saíssem desarmados.

Os rebeldes estão hesitantes com a retirada desarmada sem que a Turquia assegure de forma legal que as guerrilhas não serão atacadas no movimento de saída. As forças turcas atacaram as guerrilhas do PKK quando elas recuaram em 1999 a pedido de Ocalan, que havia feito um apelo de paz logo depois de sua captura. As informações são da Associated Press.

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