Turquia retoma bombardeios contra o Curdistão iraquiano

Governo diz que manterá ataques até que poder de fogo de grupo militante torne-se 'ineficaz'

Agência Estado

18 de agosto de 2011 | 17h21

ISTAMBUL - A Turquia confirmou nesta quinta-feira que sua aviação militar está atacando insurgentes curdos no norte do Iraque e prometeu continuar os bombardeios até que o poder de fogo do grupo militante Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo), vire "ineficaz". Na noite de quarta-feira, a aviação militar turca realizou 60 missões de bombardeio contra alvos do PKK no Curdistão iraquiano. Em reunião do Conselho Nacional de Segurança da Turquia, chefiada pelo presidente Abdullah Gul, o governo prometeu nesta quinta-feira, 18, continuar a atacar o PKK.

 

"Aqueles que não colocam uma distância entre si mesmos e o terrorismo pagarão um preço bem alto", alertou o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, na reunião. Na manhã da quarta-feira, um ataque no sudeste da Turquia matou oito soldados turcos. A violência foi atribuída pelos militares turcos ao PKK, que usa bases na região semiautônoma do Curdistão iraquiano.

 

Erdogan afirmou que "a paciência da Turquia está acabando". Ele disse que outras medidas serão tomadas após o final do mês islâmico do Ramadã, mas não elaborou quais serão.

 

O ministro da Defesa da Turquia, Ismet Yilmaz, disse que serão desfechadas "represálias" e a mídia turca informou em Istambul que o exército e a aviação militar lançaram uma ofensiva na província turca de Hakkari, onde os soldados foram mortos na quarta-feira.

 

Analistas militares turcos acreditam que os bombardeios de ontem e de hoje provocaram sérios danos à infraestrutura do PKK no Curdistão iraquiano. Os bombardeios de ontem, confirmados por Ancara, foram a primeira ação deste tipo desde meados do ano passado. Muitos alvos atacados ficam perto do Monte Qandil, uma região montanhosa de fronteira entre o Irã e o Iraque.

 

Uma agência curda de notícias disse nesta quinta-feira que nenhum civil e nenhum combatente do PKK foram mortos e que as bombas dos caças turcos atingiram apenas "campos vazios". As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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