Turquia teme formação terrorista na fronteira com Síria

A Turquia disse neste domingo que faria de tudo para evitar formações "terroristas" próximo a sua fronteira com a Síria que pudessem ameaçar a segurança nacional, informou a AFP. "Não vamos permitir a formação de uma estrutura terrorista perto de nossa fronteira", disse o ministro do Exterior do país, Ahmet Davutoglu, ao canal de TV turco Kanal 7.

PAULA MOURA - PAULA.MOURA@GRUPOESTADO.COM.BR, Agência Estado

29 de julho de 2012 | 11h51

"Não importa se é a Al-Qaeda ou o PKK (Partido dos Trabalhadores Curdos), consideramos questão de segurança nacional e tomaremos todas as medidas", disse Davutoglu, sem especificar quais seriam. Os comentários foram feitos após o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusar a Síria de permitir que rebeldes curdos circulem livremente no norte do país e alertou que Ancara não hesitaria em atacar.

Jornais turcos publicaram imagens de bandeiras curdas em prédios do norte da Síria e disseram que partes da região caiu nas mãos do PKK, ou sua ramificação síria, o Partido da União Democrática (PYD, na sigla em inglês).

O ministro do Exterior disse que algumas matérias sugeriram de maneira equivocada que todo o norte da Síria está nas mãos do PKK. "Não é o caso", disse Davutoglu. Mas acrescentou: "Não posso dizer que não há riscos. Mesmo se houver 1% de risco, vamos levar a sério pelo futuro deste país".

O PKK, considerado uma organização terrorista pela Turquia e por grande parte da comunidade internacional, pegou em armas no sudeste da Turquia, de maioria turca, em 1984, desencadeando um conflito que custou 45 mil vidas.

As relações entre a Turquia e a Síria se deterioraram desde o início do levante contra o governo de Bashar al Assad na Síria em março de 2011. Ancara tem criticado veementemente a repressão brutal do regime sírio contra os dissidentes desde então. As informações são da Dow Jones.

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