TV da Austrália revela novas imagens de abuso em Abu Ghraib

Novas imagens de abuso de prisioneiros iraquianos por soldados americanos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, foram exibidas nesta quarta-feira pela rede de TV pública da Austrália SBS. As fotos indicam que a tortura e abusos praticados em 2003 teriam sido ainda piores do que aquilo que já se sabia. As novas imagens mostram ´homicídio, tortura e humilhação sexual´, disse a SBS. As imagens fazem parte de uma disputa judicial nos Estados Unidos. No ano passado, um juiz de Nova York autorizou uma requisição da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, sigla em inglês) para ver as imagens censuradas.O grupo utilizou a lei da Liberdade de Informação para conquistar esse direito na justiça. O programa Dateline da SBS exibiu também trechos de um vídeo em que homens enfileirados estariam sendo forçados a se masturbar em frente à câmera.Outro vídeo parece mostrar um prisioneiro batendo a própria cabeça contra a parede.Mortos Algumas fotos exibiriam corpos de presos mortos dentro de Abu Ghraib, enquanto outras revelam detentos com feridas na cabeça e no corpo. Algumas imagens foram colocadas no site da TV SBS.A jornalista da SBS Olivia Rousset disse à BBC que uma das fotos mostra um oficial de alta patente iraquiano sendo tratado de ferimentos no pescoço após ter resistido enquanto era transferido entre celas dentro do complexo carcerário.Guardas identificados com os abusos de presos praticados em 2003 no Iraque já foram a julgamento militar nos Estados Unidos. Alguns, que já receberam sentenças de prisão, como a soldada Lynndie England, aparecem nas novas imagens.Algumas das novas fotos trazem ângulos diferentes de cenas já famosas em todo o mundo, como a de um homem encapuzado com fios amarrados aos dedos.De acordo com a emissora australiana, as novas imagens já haviam sido exibidas em sessões reservadas a membros do Congresso americano.As imagens fazem parte de um total de mais de 100 fotos e quatro vídeos que foram confiscados de militares em Abu Ghraib e entregues à Divisão de Investigações Criminais do exército americano.

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