TV estatal chinesa pede desculpas por incêndio

Uma queima de fogos de artifício não-autorizada, feita pela televisão estatal Central China (CCTV), causou um incêndio que destruiu parte de seu hipermoderno complexo televisivo em Pequim, informou um porta-voz dos bombeiros na terça-feira. Um bombeiro morreu depois de inalar gases tóxicos enquanto tentava conter as chamas no prédio de 30 andares, que ainda estava fechado, informou a agência de notícias Xinhua. Sete pessoas ficaram feridas, incluindo seis dos cerca de 600 bombeiros que estavam no local. A CCTV pediu desculpas pelo incêndio em seu site oficial. "Estamos muito tristes porque o incêndio causou grande perda da riqueza nacional", disse. "Pedimos desculpas aos vizinhos pelo trânsito e pela inconveniência causada pelo fogo." As chamas começaram no início da noite de segunda-feira e foram apagadas às 2h da madrugada (horário local). Elas atingiram 10 metros de altura, quase tomando a enorme torre da CCTV, criação do arquiteto holandês Rem Koolhass que parece desafiar a gravidade. No entanto, a torre não foi danificada. "A CCTV contratou uma empresa de pirotecnia para soltar várias centenas de fogos de artifício" em uma espaço aberto, perto do Hotel Mandarin Oriental, que faz parte do complexo da CCTV, informou a Xinhua, citando um porta-voz da brigada de incêndio. Ele disse que os fogos de artifício, lançados em comemoração ao Festival da Lanterna, eram "muito mais poderosos e explosivos" do que os utilizados nas festividades de ano novo e, por isso, precisavam de autorização do governo municipal para serem usados. "Os donos da propriedade ignoraram os avisos da polícia de que este tipo de pirotecnia não é permitida", disse o porta-voz Luo Yuan, segundo a agência. As pessoas que soltaram os fogos de artifício estão sendo interrogadas pela polícia, segundo Luo. O hotel Mandarin Oriental disse que sua propriedade, cuja inauguração estava prevista para este ano, contratou 60 pessoas, todas funcionárias de escritórios perto do hotel, vazios àquela hora. "A Mandarin Oriental assinou um contrato de longo prazo para administrar o hotel e não tem interesse na propriedade do prédio", disse, em um comunicado. Os fogos de artifício são soltos ao longo do Ano Novo Lunar, mesmo no centro de Pequim. Os maiores e mais espetaculares são deixados para a véspera do feriado e no Festival da Lanterna, ao final. (Por Yu Le)

REUTERS

10 de fevereiro de 2009 | 10h26

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